Atualmente, quais são as profissões técnicas em que é mais fácil encontrar emprego?

Recentemente foi publicado no portal Exame.com, pesquisa que indica quais são as profissões técnicas de base industrial mais procuradas, que revela ainda a dificuldade para as áreas que exigem nível superior.

Ser generalista continua em alta e traz grandes vantagens na busca de oportunidades no momento em que vivemos, é o que demonstra pesquisa recém publicada no portal Exame.com, destacando que os profissionais com formação técnica de base tipicamente industrial com possibilidade de atuar em diversos segmentos, são os que encontram mais vagas atualmente no mercado.

É o caso dos técnicos de vendas especializadas, função mais demandada no 1º semestre deste ano, segundo pesquisa divulgada pelo SENAI, com base no Caged.

A pesquisa só leva em conta ocupações que tenham a base industrial, o que não impede que eles trabalhem em empresas de todos os setores, mas explica por que técnicos de enfermagem, por exemplo, estão de fora da contagem. Ao todo, são 98 ocupações de base industrial que exigem qualificação técnica.

Foram mais 2,5 mil novos postos de trabalho de saldo entre contratações e demissões no período e o fato de ser um profissional demandado do comércio à indústria, e também pela área de serviços, explica o destaque no mercado de trabalho. Confira a lista:

 1º Técnicos de vendas especializadas

Saldo de empregos no 1º semestre: + 2.536

Áreas que mais contrataram: comércio por atacado; comércio varejista; serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços; comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; educação; fabricação de produtos alimentícios.

2º Instaladores/ reparadores de linhas e equipamentos de telecomunicações

Saldo de empregos no 1º semestre: +1.347

Áreas que mais contratam: obras de infraestrutura; telecomunicações; comércio varejista, reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos; serviços especializados para construção.

3º Técnicos em operação e monitoração de computadores

Saldo de empregos no 1º semestre: + 879

Áreas que mais contrataram: Atividades dos serviços de tecnologia da informação; comércio varejista; serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços; educação; telecomunicações; atividades de prestação de serviços de informação; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos.

4º Montadores de veículos automotores (linha de montagem)

Saldo de empregos no 1º semestre: +841

Áreas que mais contrataram: fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; fabricação de outros equipamentos de transporte (exceto veículos automotores); fabricação de máquinas e equipamentos; fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos)

5º Técnicos em programação

Saldo de empregos no 1º semestre: +828

Áreas que mais contrataram: atividades dos serviços de tecnologia da informação, comércio varejista; atividades de prestação de serviços de informação, serviços de escritório, de apoio administrativo e outros serviços; educação; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos.

6º Coloristas

Saldo de empregos no 1º semestre: +434

Áreas que mais contrataram: comércio varejista; fabricação de produtos têxteis; comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas; alimentação; comércio por atacado (exceto veículos automotores e motocicletas)

7º Instaladores e mantenedores de sistemas eletroeletrônicos de segurança

Saldo de empregos no 1º semestre: +428

Áreas que mais contrataram: comércio varejista; atividades de vigilância, segurança e investigação; serviços especializados para construção; serviços para edifícios e atividades paisagísticas; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos.

8º Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos

Saldo de empregos no 1º semestre: +384

Áreas que mais contrataram: comércio varejista; comércio por atacado (exceto veículos automotores e motocicletas); manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos; fabricação de máquinas e equipamentos; serviços especializados para construção; fabricação de produtos alimentícios.

9º Montadores de aparelhos de telecomunicações

Saldo de empregos no 1º semestre: + 324

Áreas que mais contrataram: obras de infraestrutura; telecomunicações; reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação e de objetos pessoais e domésticos; comércio varejista, fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.

10º Técnicos de laboratório industrial

Saldo de empregos no 1º semestre: + 309

Áreas que mais contrataram: fabricação de produtos alimentícios; serviços de arquitetura e engenharia; obras de infraestrutura; fabricação de coque (tipo de carvão), de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis; atividades de atenção à saúde humana.

Na retomada, técnicos são mais procurados do que quem tem nível superior

No relatório sobre a pesquisa, a afirmação do diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, de que os cursos técnicos são o caminho mais rápido para o mercado de trabalho industrial é comprovada em números.

Para ocupações industriais, o saldo é negativo: mais pessoas demitidas do que admitidas. O levantamento indica que situação menos pior enfrentam profissionais de design industrial:

 E a situação continua muito difícil para os profissionais da área de engenharia.

Entre os engenheiros, aqueles que trabalham na área de alimentos, mecatrônica- que são profissionais considerados polivalentes, segundo o SENAI – ou ambiental são os únicos que têm suas ocupações com saldo positivo. O número de novas vagas porém não é nada animador e indica que a retomada passa longe da engenharia.

Fonte: Portal Exame